Marina Mello
Direto de Brasília
São Paulo
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Em uma investigação realizada para combater esse tipo de crime no Brasil, a PF identificou uma série de IPs (Internet Protocol) - um número que identifica o computador. A partir destes números, foi possível a localização de micros nos quatro países. São mais de três mil computadores interligados com o repasse de imagens e de informações pedófilas.
Os dados foram repassados para a Interpol, que comunicou as autoridades de cada país sobre o crime praticado na rede. De acordo com o delegado, as pessoas envolvidas compartilham fotos, vídeos de crianças nuas e mantém vários grupos de bate-papo (chats) para troca de informações criminosas.
O delegado acredita que a experiência brasileira vai ajudar a reduzir a pedofilia feita através da rede em outros países: "Com esta colaboração, esperamos que o Brasil possa contribuir na redução desse crime medonho que é a pedofilia na Internet", afirmou.
A polícia vem levantando dados sobre pedofilia na rede desde de 2007. Em dezembro do ano passado foi realizada a Operação Carrossel, que combateu a prostituição infantil. Segundo o delegado, as autoridades internacionais estão com grande parte dos envolvidos 'na mira' e aguardam apenas o momento ideal para a prisão.
Redação Terra