PF ajuda a desmontar rede de pedofilia em 4 países

21 de abril de 2008 • 21h41 • atualizado às 21h51

Marina Mello
Direto de Brasília

São Paulo


A partir desta semana, centenas de pedófilos de quatro países devem ser presos. Uma investigação da Polícia Federal (PF) identificou cerca de três mil computadores com material criminoso em países como Suíça, Espanha, Israel e Panamá. Segundo o delegado chefe da Unidade de Combate a Crimes Cibernéticos da PF, Adauto Martins, as informações sobre essa rede criminosa foram obtidas no fim do ano passado.

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Em uma investigação realizada para combater esse tipo de crime no Brasil, a PF identificou uma série de IPs (Internet Protocol) - um número que identifica o computador. A partir destes números, foi possível a localização de micros nos quatro países. São mais de três mil computadores interligados com o repasse de imagens e de informações pedófilas.

Os dados foram repassados para a Interpol, que comunicou as autoridades de cada país sobre o crime praticado na rede. De acordo com o delegado, as pessoas envolvidas compartilham fotos, vídeos de crianças nuas e mantém vários grupos de bate-papo (chats) para troca de informações criminosas.

O delegado acredita que a experiência brasileira vai ajudar a reduzir a pedofilia feita através da rede em outros países: "Com esta colaboração, esperamos que o Brasil possa contribuir na redução desse crime medonho que é a pedofilia na Internet", afirmou.

A polícia vem levantando dados sobre pedofilia na rede desde de 2007. Em dezembro do ano passado foi realizada a Operação Carrossel, que combateu a prostituição infantil. Segundo o delegado, as autoridades internacionais estão com grande parte dos envolvidos 'na mira' e aguardam apenas o momento ideal para a prisão.

Redação Terra
 
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