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Bope hasteia bandeira durante ocupação em favela

21 de abril de 2008 20h33 atualizado às 21h13

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) hasteou na tarde de hoje uma bandeira com o símbolo dos "caveiras" - como são conhecidos os policiais da unidade - no alto da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio.

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A tropa de elite da Polícia Militar, que na terça-feira completará uma semana de ocupação no local, acredita que a quadrilha tenha fugido da região. A última troca de tiros ocorreu na noite de sábado, quando um homem foi baleado. Ele seria morador da comunidade.

A polícia tem informações de que os bandidos teriam se refugiado em outras comunidades conflagradas pelo Comando Vermelho, como o Complexo do Alemão, na mesma região, e a Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na zona oeste. Os rádios-transmissores, que até o fim de semana ainda eram usados pelos bandidos, já não funcionam mais.

"Diante do Bope, o bandido tem de tremer e sair enquanto está vivo, pois o Bope vem para fazer limpeza", disse o segundo tenente da unidade, Paulo Dias. "Já temos total controle do morro. Daqui vamos desencadear outras operações e devolver a comunidade à população".

Segundo o tenente, a bandeira da unidade especial da PM foi colocada como forma de intimidação. Ela foi pendurada na laje da casa de um morador, que fica em frente ao Posto de Policiamento Comunitário (PPC) -¿ a base da ocupação - no alto da favela.

"Não podíamos pendurar a bandeira no mastro do PPC, pois é reservado à bandeira do Brasil e do batalhão local", diz. "Fazemos isso sempre que ocupamos uma região. É uma forma de demonstrarmos força e intimidar os inimigos. Já estamos há três dias sem resistência".

Durante a ocupação do Bope na Vila Cruzeiro, 14 pessoas morreram, sete ficaram feridas e 14 foram presas. A unidade ficará na comunidade por tempo indeterminado.

Jornal do Brasil
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