O mau tempo registrado no litoral catarinense tem prejudicado as buscas ao padre Adelir Antônio de Carli, 41 anos, que levantou vôo neste domingo em Paranaguá, sul do Paraná, suspenso com cerca de mil balões de festa cheios de gás hélio.
Ele tinha como destino a cidade de Ponta Grossa, mas acabou sendo desviado de seu trajeto pelo vento. No último contato feito com a Polícia Militar, ele estava a cerca de 30 quilômetros da ilha dos Tamboretes, localizada em São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina. Parte dos balões que ajudavam o padre a voar foi encontrada no mar por militares na noite de ontem.
A chuva que atinge a região desde o início da madrugada comprometeu os trabalhos executados pela Corpo de Bombeiros, sob coordenação da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul. Um navio varredor percorre todo o litoral norte e os trabalhos estão sendo auxiliados por pescadores, em barcos particulares.
As buscas estavam concentradas, segundo os militares, na região de Penha, mas o mar agitado comprometeu o resgate do padre na madrugada. Um helicóptero da Polícia Militar vasculha a área desde o início da manhã de hoje.
Carli fez seu último contato com militares por volta das 21 horas. Desde então, permanece incomunicável. Na delegacia da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, militares acompanham o resgate mas evitam fornecer detalhes da operação à imprensa.
O padre ficou conhecido em janeiro deste ano após voar onze quilômetros sentado uma cadeira de paraglider e usando 500 balões de festa. Ele percorreu 11 quilômetros entre Ampére (PR) e San Antonio, na Argentina, e chegou a altitude de 5.337 metros, batendo o recorde de um norte-americano. Com o objetivo de divulgar as atividades de uma pastoral que presta apoio espiritual a caminhoneiros, decidiu dobrar o número de balões para uma segunda aventura: permanecer 20 horas no ar.
- Redação Terra

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