Caso Isabella: delegacia vira alvo de curiosos

18 de abril de 2008 • 16h33 • atualizado às 17h29
Homem vestido de anjo aguarda depoimento do pai e da madrasta de Isabella
Homem vestido de anjo aguarda depoimento do pai e da madrasta de Isabella
18 de abril de 2008
Ricardo Brito/Especial para Terra

Tatiane Rocha e Tatiane Conceição
Direto de São Paulo

São Paulo


Enquanto a Polícia Civil de São Paulo tenta solucionar a morte de Isabella Nardoni, 5 anos, uma legião de curiosos se aglomera na frente da delegacia.

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Jeferson Rocha, 38 anos, diz que viajou de carro de Cuiabá para São Paulo para "comemorar" o aniversário de Isabella.

"Vim para prestar solidariedade e comemorar o aniversário da menina", disse. Hospedado num hotel na Barra Funda, ele conta que fez a viagem de carro.

"Espero que a pressão do povo faça com que o crime seja resolvido", diz.

Figura carimbada em eventos midiáticos, Amaury Antunes Guedes, 73 anos, é um deles. Há anos ele aparece vestido de caveira, palhaço ou anjo, para reclamar da diminuição da sua aposentadoria repassada pelo fundo de previdência Aerus. Ex-funcionário da Varig, ele foi para a frente da delegacia com um cartaz dizendo que ele é "um sobrevivente do INSS".

"Um dia, todos terão o direito a 15 minutos de fama". A frase, de autoria do artista plástico norte-americano Andy Warhol, pode se encaixar perfeitamente ao perfil de Flávio Leandro Rocha, 58 anos, que também esteve na porta da delegacia hoje.

Com um visual que lembra o do terrorista Osama Bin Laden, Rocha é figura carimbada da cena paulistana. Durante a semana marca ponto no viaduto do Chá, local tradicional de performáticos em São Paulo.

Rocha conta que no passado já foi padeiro, confeiteiro, mas na sua idade os empregos fixos são raridade. "A gente se vira como pode", diz. Morador da zona leste de São Paulo, ele conta o verdadeiro motivo que o trouxe ao local. "Eu gosto de ir onde tem muita gente. Quem sabe não aparece alguma coisa para mim?", diz.

Redação Terra
 
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