AL: após escândalo, Mesa da Assembléia renuncia

18 de abril de 2008 • 14h32 • atualizado às 14h41

Odilon Rios
Direto de Maceió

Brasil


Depois da descoberta, pela Polícia Federal, de uma quadrilha liderada por deputados estaduais, suspeitos de desviar R$ 280 milhões da folha de pagamento do Legislativo, a Assembléia Legislativa de Alagoas enfrenta hoje sua pior crise institucional. O presidente interino, deputado Alberto Sextafeira (PSB), renunciou ao cargo, alegando ter "feito a sua missão", ou seja, discutir os gastos da Assembléia com a sociedade. "Não é fuga, mas um compromisso cumprido."

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A vice-presidente Flávia Cavalcante (PMDB) e a tesoureira Cáthia Lisboa Freitas (PMN) também renunciaram aos cargos. "A Assembléia está sem Mesa Diretora até uma nova eleição", disse o líder da oposição, Judson Cabral (PT). Nenhum candidato se apresentou oficialmente para concorrer aos cargos, que estão sob a fiscalização da Polícia Federal desde dezembro, quando a Operação Taturana descobriu que a verba desviada da Assembléia serviu para comprar apartamentos, carros de luxo e mansões.

Desde dezembro, a PF indiciou 12 deputados estaduais. A Assembléia alagoana tem 27 parlamentares. O líder do esquema, segundo a polícia, é o deputado Antônio Albuquerque (sem partido). Ele era presidente da Assembléia, quando foi afastado do cargo, com mais oito deputados, todos envolvidos na trama. Seis destes parlamentares eram integrantes da Mesa Diretora.

Esta semana, o delegado da PF, Jandelyer Gomes, que investiga os deputados, tem uma nova lista de pessoas a serem ouvidas e indiciadas, incluindo mais dois deputados e mais cinco ex-parlamentares. Mais de 100 pessoas foram citadas pela PF.

Redação Terra
 
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