Advogado: testemunhas comprovam perda de chave

16 de abril de 2008 • 14h29 • atualizado às 14h43

Lígia Hipólito
Direto de São Paulo

Brasil


Depois de permanecer por mais de 3 horas no 9º Distrito Policial, delegacia responsável pela investigação da morte da menina Isabella Nardoni, o advogado Ricardo Martins, acompanhado do advogado Rogério Néri, disse que a defesa esteve no local para acompanhar o depoimento de testemunhas apresentadas por eles. Segundo ele, as testemunhas comprovam a vulnerabilidade do edifício e que o pai e a madrasta da menina perderam a chave do apartamento.

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Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

"Essas testemunhas vem comprovar a vulnerabilidade do edifício London. Elas comprovam a perda da chave pelo casal, demonstram que alguns dos apartamentos ficavam abertos, expostos a qualquer pessoa que quisesse entrar", disse Ricardo Martins.

O advogado informou ainda que essas testemunhas eram prestadores de serviços de manutenção, reforma e entrega de imóveis, sendo que uma delas esteve no local no dia da morte da menina. "Essas pessoas vem comprovar veementemente que o edifício London não é aquela fortaleza como todos têm demonstrado", afirmou o advogado.

Segundo Martins, existem testemunhas que também comprovam a harmonia do casal. Sobre os indícios noticiados de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá seriam realmente culpados, os advogados dizem que não preferem comentar o assunto, pois não são informações oficiais. No caso de intimação judicial para um novo depoimento, a defesa garante que o casal está disposto a comparecer assim que convocado.

"Os nossos clientes defendem seguramente que são absolutamente inocentes. A possibilidade de uma terceira pessoa no crime não será descartada enquanto os laudos não ficarem prontos. Não podemos afirmar com convicção que não existe esse terceiro suspeito, muito pelo contrário, é perfeitamente possível que houvesse uma terceira, quarta ou quinta pessoa que eventualmente pudesse ter ocasionado esse delito", completou o advogado Ricardo Martins.

Redação Terra
 
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