Bazar de Abadia: 2° dia terá distribuição de senha

08 de abril de 2008 • 21h41 • atualizado em 09 de abril de 2008 às 10h31

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O segundo dia do bazar que coloca à venda objetos de uso pessoal do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia terá distribuição de senhas. Segundo o presidente da Fundação Julita, Lucien Belmonte, o horário seguirá o do primeiro dia de vendas e terá reforço no policiamento "para evitar a surpresa" de hoje.

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Por volta das 13h desta terça-feira, enquanto milhares de pessoas foram impedidas de entrar no Jockey Club de São Paulo, algumas dezenas seguiram adquirindo os bens confiscados do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia. Quem ficou na fila, reclamou da divulgação massiva do evento e de serem barradas devido ao excesso de público.

Belmonte acredita em um público menor no segundo dia de evento. "A verdade é que sobraram pouquíssimos itens. Os eletroeletrônicos e todos os eletrodomésticos foram levados e a enorme maioria das roupas foi vendida", disse. Ele disse que divulgará na manhã desta quarta-feira um balanço do que foi arrecadado com o bazar.

O agente da Justiça Federal Alfredo Yamamoto informou que 70% dos produtos oferecidos no bazar beneficente de bens do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia foram vendidos em quatro horas, no Jockey Club de São Paulo. "O que tem aqui é o resto", disse o agente.

A empresária Elisabeth Kodic, uma das pessoas que estavam na fila, se queixou de ter sido agredida com gás-pimenta enquanto esperava na fila. "A polícia jogou gás na fila e não sobre a dispersão". A assessoria da Polícia Militar informou não ter informações sobre tumultos ocorridos nas imediações do Jockey Club.

Belmonte garantiu que não houve favorecimento no acesso dos presentes ao bazar. Segundo ele, o problema foi que houve dois focos de concentração de pessoas em fila, um dentro e um no portão de fora do Jockey.

"O que dá certeza é que havia uma porta dentro e não teve ninguém que era primo ou irmão de alguém que teve acesso." A Fundação Julita também nega ter havido favorecimento a sócios do Jockey. "Quando a gente viu tinha uma fila aqui e uma fila lá na rua", disse Belmonte.

Redação Terra
 
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