Abadia: 70% dos bens são vendidos em 4 horas

08 de abril de 2008 • 16h37 • atualizado às 17h20
Mulheres escolhem pares de sapato no bazar Foto: EFE
Mulheres escolhem pares de sapato no bazar
08 de abril de 2008
Foto: EFE

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O agente da Justiça Federal Alfredo Yamamoto informou que 70% dos produtos oferecidos no bazar beneficente de bens do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia foram vendidos em quatro horas, no Jockey Club de São Paulo. "O que tem aqui é o resto", disse o agente.

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O bazar beneficente é dividido em salas temáticas e as pessoas podem comprar pertences do traficante colombiano, como roupas de banho, calçados, utensílios de cozinha, sofás, etc. Yamamoto negou que o evento tenha sido cancelado pela Justiça Federal ou pelos organizadores. "O que aconteceu aqui é que restringimos o acesso por motivos de segurança", afirmou.

Apesar de negar a suspensão do bazar, foram colocados cartazes que informavam o cancelamento do evento na porta do Jóquei.

Segundo a polícia, cerca de 5 mil pessoas foram barradas no Jockey Club. A Instituição Beneficente Israelita Ten Yad informou que cerca de 2,5 mil pessoas foram "dispensadas" e que o número de compradores chegou a 600. Foi preciso manter as janelas fechadas para que não houvesse invasões e o furto de produtos. O calor foi tamanho que algumas mulheres desmaiaram. Quem ficou na fila reclamou da divulgação massiva do evento e de serem barradas devido ao excesso de público.

A empresária Elisabeth Kodic, uma das pessoas que estavam na fila, se queixou de ter sido agredida com gás-pimenta enquanto esperava na fila. "A polícia jogou gás na fila e não sobre a dispersão". A assessoria da Polícia Militar informou não ter informações sobre tumultos ocorridos nas imediações do Jockey Club.

O presidente da Fundação Julita, Lucien Belmonte, garantiu que não houve favorecimento no acesso dos presentes ao bazar. Segundo ele, o problema foi que houve dois focos de concentração de pessoas em fila, um dentro e um no portão de fora do Jockey.

Cartões
A organização do bazar beneficente que vende bens de Abadia aceita todos os cartões de crédito para as vendas. Segundo um dos funcionários que trabalham nos caixas, compradores tem de escolher os itens que desejam, passar no caixa, pagar e retirar um comprovante para levar o item. Ainda de acordo com a organização, os objetos pessoais de Abadia são divididos em itens como móveis, cama e mesa, eletrodomésticos e roupas.

O voluntário Ricardo Rocha afirma que, entre os itens à disposição na adega, estão algumas caixas de vinhos do banqueiro Edmar Cid Ferreira, do Banco Santos. Cada caixa, avaliada em R$ 800, sai por R$ 200. Dentre as bebidas da adega, há vinhos do porto em garrafas de cristal.

As entidades assistenciais organizadoras e colaboradoras do evento são: Fundação Julita; Instituição Beneficente Israelita Ten Yad; Asilo São Vicente de Paulo; Casa do Cristo Redentor; Fraternidade Irmã Clara e Projeto de Incentivo à Vida.

Redação Terra
 
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