Moradores da rua onde Isabella morreu evitam sair de casa

08 de abril de 2008 • 14h35 • atualizado em 11 de abril de 2008 às 16h00

Belisa Figueiró
Direto de São Paulo

São Paulo


Na rua Santa Leocádia, onde a menina Isabella Nardoni, 5 anos, morreu no sábado, dia 29 de março, os moradores evitam sair de casa, e o movimento maior é de curiosos. As vizinhas Izabel Rodriques e Conceição Carvalho, ambas donas de casa, só saem na rua quando é muito necessário, como no final desta manhã, quando foram à feira na rua Quedas.

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"Todos passam para ver o prédio e os (motoristas dos) carros não respeitam mais, a toda a hora passam na contramão."

O sorveteiro Zilton Rodrigues, 51 anos, trabalha há 11 anos no bairro e reclama da falta de clientela, desde a morte de Isabella. "Posso dizer que não vendi mais nenhum sorvete aqui na rua. Antes, os porteiros e moradores saíam dos prédios e casas quando eu chegava. Agora não querem mais sair."

Mesmo com o prejuízo, ele continua passando na rua à espera dos antigos clientes, e não alterou o seu itinerário e nem acrescentou novas ruas no percurso.

Na Escola Império do Saber, que atende crianças do berçário à pré-escola, alguns alunos são do mesmo prédio de onde morava Isabella, e fica localizada em frente ao prédio. A babá Jianice de Souza, que cuida de uma das crianças do prédio há dois meses, diz que não recebeu orientações extras do pai da menina, mas seu cuidado agora é redobrado. A garota que ela cuida estuda no Império do Saber e era vizinha de Isabella.

Redação Terra
 
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