Milhares de pessoas aguardam entrada no bazar |
Hermano Freitas e Ricardo Brito
Direto de São Paulo
Brasil
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Milhares de pessoas estão do lado de fora do Jockey Club e aproximadamente 200 pessoas fazem fila para entrar no local. O bazar beneficente é dividido em salas temáticas e as pessoas podem comprar pertences do traficante colombiano, como roupas de banho, calçados, utensílios de cozinha, sofás, etc.
Segundo Cristina Gomes, voluntária da Fundação Julita, uma das entidades responsáveis pelo evento, não há informação sobre como dezenas de pessoas conseguiram furar a fila e entrar no Jockey.
A empresária Elisabeth Kodic, uma das pessoas que estavam na fila, se queixou de ter sido agredida com gás-pimenta enquanto esperava na fila. "A polícia jogou gás na fila e não sobre a dispersão". A assessoria da Polícia Militar informou não ter informações sobre tumultos ocorridos nas imediações do Jockey Club.
O presidente da Fundação Julita, Lucien Belmonte, garantiu que não houve favorecimento no acesso dos presentes ao bazar. Segundo ele, o problema foi que houve dois focos de concentração de pessoas em fila, um dentro e um no portão de fora do Jockey.
"O que dá certeza é que havia uma porta dentro e não teve ninguém que era primo ou irmão de alguém que teve acesso. A Fundação Julita também nega ter havido favorecimento a sócios do Jockey. Quando a gente viu tinha uma fila aqui e uma fila lá na rua", disse Belmonte.
O presidente da fundação garantiu que ainda haverá alguns itens para a venda nos próximos dias. Já o leilão dos bens do traficante colombiano será limitado aos convidados. "São bens de altíssimo valor, não são populares", afirmou.
Cartões
A organização do bazar beneficente que vende bens de Abadia aceita todos os cartões de crédito para as vendas. Segundo um dos funcionários que trabalham nos caixas, compradores tem de escolher os itens que desejam, passar no caixa, pagar e retirar um comprovante para levar o item. Ainda de acordo com a organização, os objetos pessoais de Abadia são divididos em itens como móveis, cama e mesa, eletrodomésticos e roupas.
O voluntário Ricardo Rocha afirma que, entre os itens à disposição na adega, estão algumas caixas de vinhos do banqueiro Edmar Cid Ferreira, do Banco Santos. Cada caixa, avaliada em R$ 800, sai por R$ 200. Dentre as bebidas da adega, há vinhos do porto em garrafas de cristal.
As entidades assistenciais organizadoras e colaboradoras do evento são: Fundação Julita; Instituição Beneficente Israelita "Ten Yad"; Asilo São Vicente de Paulo; Casa do Cristo Redentor; Fraternidade Irmã Clara e Projeto de Incentivo à Vida.
O internauta Carlos Eduardo Andrade Cunha, de São Paulo, participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.