MP pede cassação de deputados por desvio em AL

03 de abril de 2008 • 21h06 • atualizado em 04 de abril de 2008 às 02h10

Odilon Rios
Direto de Maceió

Alagoas


O chefe do Ministério Público de Alagoas, Coaracy Fonseca, entrou com uma ação de improbidade administrativa contra dez deputados estaduais, acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo investigação da Polícia Federal, os parlamentares, comandados pelo presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM), desviaram R$ 280 milhões, em quatro anos, da folha de pagamento do Legislativo. O pedido foi encaminhado para a 12ª Vara Cível da capital.

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Na ação, o procurador pede a perda dos mandatos, suspensão dos direitos políticos por dez anos e devolução aos cofres públicos do valor desviado. Os deputados estão afastados dos cargos por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça, Antônio Sapucaia da Silva.

"Isso foi feito com base nas informações da Polícia Federal porque os deputados se recusaram a enviar a documentação que pedimos, com informações sobre a folha de pagamento da Assembléia", disse o procurador.

Além do presidente da Assembléia, são alvo da ação do MP Cícero Ferro (PMN), Cícero Amélio (PMN), Isnaldo Bulhões Júnior (PMN), Nelito Gomes de Barros (PMN), Dudu Albuquerque (PSB), Arthur Lira (PMN), Antônio Holanda Júnior (PT do B), Edival Gaia Filho (PSDB) e Maurício Tavares (PTB).

Nesta quinta-feira, os deputados sofreram duas derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF): a presidente do Supremo, Elen Gracie, e o ministro Gilmar Mendes negaram liminares para que os parlamentares retornassem aos cargos. Os dois decidiram que o Tribunal de Justiça tem autonomia para julgar os parlamentares.

Redação Terra
 
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