Caso Isabella: advogado de pai quase é atropelado

02 de abril de 2008 • 17h43 • atualizado em 11 de abril de 2008 às 15h08

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O advogado do pai e da madrasta da menina Isabella, Ricardo Martins, quase foi atropelado hoje na saída do 9º Distrito Policial (Carandiru) de São Paulo. Ele saiu do local com pressa para escapar da aglomeração de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos que o cercavam. O tumulto acabou chegando à rua e um carro que passava pela via teve que frear em cima do grupo. Depois que o veículo parou, Martins tropeçou e se apoiou no capô de uma viatura da PM estacionada para não cair.

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Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos, morreu ao cair do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo, por volta das 23h30 do último sábado. Segundo os Bombeiros, Isabella chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. Informações preliminares de peritos apontam que a criança estava viva quando atingiu o chão. A Polícia Civil descartou a possibilidade de acidente na morte de Isabella e disse que ela foi jogada.

Hoje, o delegado responsável pelo inquérito, Calixto Calil Filho, pediu hoje ao Tribunal do Júri de São Paulo a prisão temporária do pai, Alexandre Alves Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, da menina. O juiz tem um prazo de 48 horas para aceitar ou não o pedido.

Martins não deu declarações sobre a prisão temporária dos seus clientes e só pedia "dá licença" ao grupo. Dois policiais acompanharam a saída do advogado para garantir que ele saísse em segurança do local. O carro do advogado saiu "cantando" os pneus.

Redação Terra
 
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