Grito indica que pai fez algo errado, diz delegado

02 de abril de 2008 • 02h45 • atualizado às 07h21

O advogado do pai de Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos, que morreu sábado quando possivelmente foi jogada do 6º andar de prédio em São Paulo, disse nesta terça-feira que a frase "Pára, pai!", ouvida por duas testemunhas, na verdade seria "Pára! Pai!" - um protesto seguido de pedido de socorro ao pai. No entanto, o delegado Calixto Calil Filho, que investiga o caso, manteve o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, 29 anos, como "candidato a suspeito". "O fato de o advogado dizer que o grito pode ter sido um modo de interpretação é um direito dele, e nós não vamos contestar. Agora, 'Pára, pai!' é uma indicação clara de que o pai estava fazendo alguma coisa de errado", afirmou o delegado.

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Peritos do Instituto Médico Legal suspeitam que Isabella nem tenha sido jogada do apartamento, mas colocada sobre a grama após asfixia. Para eles, é improvável que alguém caia de quase 20 metros e sofra apenas uma lesão no punho direito. O coração e o pulmão da menina apresentavam manchas, ela estava com a língua para fora, e a nuca tinha alguns hematomas, possivelmente feitos pelos dedos do agressor. O laudo conclusivo deve ficar pronto em 30 dias, e nova perícia deve ser feita hoje no apartamento, onde há manchas de sangue.

Nesta terça-feira a polícia ouviu seis pessoas, incluindo um policial. Uma vizinha disse que viu Alexandre e a madrasta de Isabella, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, subindo com as três crianças pelo elevador, contrariando depoimento do pai de Isabella. Um vizinho contou que ouviu brigas do casal. Moradores e funcionários de outro condomínio, onde Alexandre e Anna Carolina moraram por três anos, disseram que os conflitos eram constantes, com agressões físicas e ameaças, principalmente nos fins de semana em que Isabella os visitava.

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