Caso Isabella: delegado vai pedir nova perícia

01 de abril de 2008 • 17h45 • atualizado em 11 de abril de 2008 às 14h59
O advogado do pai e da madrasta da menina Isabella, Ricardo Martins, sai de carro do 9º DP Foto: Hermano Freitas/Terra
O advogado do pai e da madrasta da menina Isabella, Ricardo Martins, sai de carro do 9º DP
02 de abril de 2008
Foto: Hermano Freitas/Terra

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O delegado titular do 9º Distrito Policial (Carandiru), Calixto Calil Filho, disse na tarde de hoje que vai solicitar nova perícia no carro e no apartamento do pai da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos, que morreu após cair do 6º andar do edifício, da zona norte de São Paulo. "No dia dos fatos, o perito com pressa, muita gente em cima, pode ter passado alguma coisa despercebida", disse Calil Filho, que quer descobrir qual objeto serviu para cortar a tela de proteção da janela por onde a garota teria sido jogada.

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O delegado evitou o termo suspeito para mencionar o pai da menina e disse que Alexandre Nardoni segue como averiguado. No entanto, o titular confirma que dois depoimentos relatam gritos de uma criança em desespero. Segundo as testemunhas, "Pára, pai. Pára, pai" seria porque Nardoni estava fazendo alguma coisa de errado.

O titular esclareceu que só solicitará novos depoimentos do pai e da madrasta quando avançar nas investigações. "Não adianta voltar a ouvi-los sem nada novo porque ficará aquela coisa repetitiva", disse.

Calil Filho afirma ter ouvido hoje o depoimento de seis testemunhas que, segundo ele, não trouxeram nenhum fato novo para o caso. Para quarta-feira, estão previstos, entre outros, o depoimento da mãe da menina, Ana Carolina Oliveira.

O delegado afirma que há três pontos que, em sua opinião, estão mais nebulosos. Segundo ele, a ausência de arrombamento na casa, o fato de que não faltava nada entre os pertences do casal e, finalmente, nenhum indício de que alguém estranho tenha estado no prédio são intrigantes.

Calil Filho admitiu também a possibilidade de a madrasta da menina, Anna Carolina Brotta, não ter ficado esperando no carro, como o relatado pelo pai em depoimento à polícia.

Redação Terra
 
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