O caso é investigado pelo delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º DP |
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
São Paulo
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Isabella caiu do prédio volta das 23h30 do último sábado. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada para o pronto-socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito Policial (Carandiru), disse que a morte será investigada como homicídio, pois a tela de proteção da janela foi cortada. Havia marcas de sangue no quarto da criança, o que, segundo o delegado, reforça a tese de que ela foi agredida antes de ser jogada.
A avó afirmou que a mãe da menina, Ana Carolina, 23 anos, que mora em sua casa, ainda está muito abalada emocionalmente e por enquanto não quer comentar o caso. Procurado diversas vezes, o pai se recusou a falar com a reportagem por telefone.
Na noite desta segunda-feira, a polícia descartou a hipótese de participação de um desafeto do pai da menina no crime. Ao depor na madrugada de domingo, Alexandre Nardoni levantou a hipótese de o crime ter sido cometido por um desafeto seu, um pedreiro que teria a chave do apartamento.
O delegado Calil Filho afirma que o pedreiro "mostrou tranqüilidade" e foi "foi convincente". Após conversar com a testemunha, o delegado afirmou que "ficou difícil" acreditar na versão do pai e da madrasta sobre o caso.
Culpa antecipada
O jornal Folha de S. Paulo publicou hoje que os primeiros laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontam indícios de asfixia anteriores à queda da menina. Os legistas, que não foram identificados, duvidariam até que a menina tenha caído pelo número baixo de fraturas em seu corpo. Uma delegada teria chamado o pai da criança de "assassino" ao vê-lo sair na porta da delegacia. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não comenta a atitude da policial.
O jornal Diário de S. Paulo traz em sua manchete o depoimento de dois vizinhos do edifício London que teriam ouvido os gritos de "Pára, pai! Pára, pai!" que teriam sido proferidos pela menina momentos antes de morrer. Depoimentos de vizinhos da família em outro endereço teriam relatado freqüentes discussões, inclusive com agressão física e ameaças.
Redação Terra