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Até o final da tarde desta segunda-feira, 257 pessoas foram diagnosticadas com dengue - 173 adultos e 44 crianças. Com suspeita da doença, foram 202. Na primeira hora de funcionamento, no posto de triagem montado no Terminal Alvorada registrou 30 atendimentos, com dois casos graves de dengue hemorrágica.
A menina Jéssica Abreu, de 6 anos e moradora do Valqueire, foi logo diagnosticada com a doença e chegou em estado grave ao hospital. Após poucos minutos sob consulta do médico, a criança passou por uma nova etapa do sofrimento. Ficou sabendo que o único leito disponível para que fosse atendida era na clínica particular Menino Jesus de Praga, em Barra Mansa, a uma distância de 200 km do hospital. Uma viagem que levou duas horas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel.
Outro paciente com dengue hemorrágica teve mais sorte. Alexandre Lima de Brito, 30 anos, foi transferido para o Hospital de Ipanema.
"Claro que levamos um susto pela intensa movimentação. Só que, infelizmente, essa é a situação que a cidade passa", diz a primeira-tenente e médica Mariana Alves.
O hospital oferece 40 leitos de hidratação, oito médicos que realizam o primeiro atendimento, encaminham para exames e realizam a hidratação se for necessário. Pacientes com casos mais graves seriam levados para hospitais de referência, como o federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e o municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Nova Iguaçu
As instalações provisórias da Marinha em Nova Iguaçu ficaram cheias o dia todo, recebendo de hora em hora ônibus com pacientes do Hospital da Posse. Instalada no quartel do Corpo de Bombeiros da cidade, a estimativa dos militares era de atender 400 pacientes/dia, mas, no início da tarde, alguns doentes esperavam até duas horas na fila.
Assim como nas tendas inauguradas na semana passada pelo governo estadual, os oficiais-médicos e enfermeiros da Marinha só podem atender pacientes com suspeita de dengue que passarem por triagem nos hospitais convencionais. Muitos moradores da região que, por desinformação, foram direto para o hospital de campanha, tiveram de voltar para o Hospital da Posse para serem atendidos.
"Tentei por duas vezes atendimento no hospital público, mas tive de pagar consulta para socorrer meu filho", disse a dona-de-casa Vera Lúcia de Almeida, 54 anos, moradora de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, sobre o filho de 15, com dengue desde sexta-feira.
A instalação da Marinha tinha pontos para hidratação, consultórios para adultos e pediátricos, além de laboratório para exame de sangue. A checagem da taxa de plaquetas é fundamental para o diagnóstico da doença. Casos de dengue hemorrágica são levados para hospitais com leitos de CTI.
"Estamos há duas horas esperando atendimento", contou Regina Silva, 39 anos, aguardando a vez para levar o filho de 6 anos a um dos pediatras da Marinha.
O comerciante Renato Chagas, 49 anos, trouxe o neto de 3 anos.
"Todo o dinheiro gasto agora poderia ser poupado com prevenção", criticou.
JB Online