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 Jornal: para Mendes, dossiê é "covardia institucional"
31 de março de 2008 07h03 atualizado às 07h17

O ministro Gilmar Mendes, 52 anos, que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em 23 abril, afirmou, no último domingo, ontem que a prática de montagem de dossiês para incriminar adversários representa "covardia institucional". Ele concedeu entrevista exclusiva ao jornal Folha de S.Paulo.

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A secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço-direito de Dilma Rousseff, teria coordenado a organização de um dossiê com todas as despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher e dos ministros empossados a partir de 1998.

"Fazer vazamentos aproveitando-se de uma posição funcional, ocasional, parece realmente de uma covardia institucional lamentável. Mas estou falando em hipótese", disse.

Falando em tese e dizendo não ter mais dados para analisar o caso envolvendo o gabinete de Dilma, Mendes afirmou que vazar informações para constranger adversários não "condiz com o Estado democrático de Direito". "Se há informações relevantes que devem ser reveladas, elas devem ser feitas pelos canais competentes", disse.

O ministro, que lançou, em Curitiba, um livro sobre Direito Constitucional, completou dizendo que, se o documento realmente se trata de um dossiê, o caso é lamentável.

"Até agora, não tenho dados específicos que permitam um juízo seguro. Agora, posso dizer que, se de fato se pratica essa política de levantamentos indevidos de dados ou se pratica o levantamento devido, mas para vazar com esse intuito de dossiê, acho lamentável."

Redação Terra