PSDB decide permanecer na CPI dos Cartões

25 de março de 2008 • 12h24 • atualizado às 12h29

A presidente da CPI mista dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (MS), anunciou hoje que a bancada do PSDB decidiu permanecer na comissão e lutar para que as investigações sobre possíveis usos irregulares de cartões corporativos sejam levadas até o fim. Parlamentares oposicionistas vinham ameaçando deixar a CPI por não concordarem com atitudes da bancada governista.

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"A CPMI precisa investigar, e se alguém não quer que investigue, vamos deixar claro quem está contra as investigações", disse Marisa Serrano, após reunião com representantes da bancada do partido.

A senadora afirmou ainda que, após a publicação pela revista Veja, nesta semana, de um dossiê contendo dados sigilosos de compras com cartão corporativo por parte de familiares do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB passou a defender com mais força a abertura de dados de "todo mundo".

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), confirmou que os parlamentares do partido seguirão a orientação de Marisa Serrano e ficarão na CPI mista "até que sejam esgotadas todas as tentativas para apurar os dados sigilosos" ou até ficar bem claro quem não quer apurar.

Sobre o dossiê, Arthur Virgílio afirmou que o lado negativo é que "se trata de um ato de banditismo", de "manipulação de dados para intimidar a oposição". Mas, afirmou, o lado positivo é que a divulgação das informações deixou claro que os dados sobre gastos com cartões corporativos "nada têm a ver com segurança nacional". O líder do PSDB disse que as informações do dossiê são verdadeiras.

Arthur Virgílio defendeu a abertura de dados gastos com cartões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; dos respectivos vice-presidentes; das respectivas primeiras-damas e de familiares dos dois presidentes. O senador defendeu também a convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar esclarecimentos sobre o vazamento de informações que constam do dossiê. O senador pedirá ainda que a divulgação do dossiê seja investigada também pela Procuradoria Geral da República.

Com informações da Agência Senado

Redação Terra
 
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