Criança intoxicada com pesticida tem morte cerebral

24 de março de 2008 • 11h52 • atualizado às 11h56

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Florianópolis


A menina de 3 anos internada após ter a cabeça lavada com um agrotóxico para combater piolhos teve morte cerebral decretada oficialmente. A informação foi confirmada no final da tarde de domingo pela equipe médica que cuida da garota.

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Adriele Gonzales de Melo estava internada em coma na UTI de um hospital de Criciúma, cidade localizada a 190 km de Florianópolis, desde o último dia 14 de março. Ela deu entrada com um quadro grave de insuficiência respiratória e sofreu várias paradas cardíacas antes de entrar em coma.

Ela começou a passar mal no dia 14 de março, depois que sua mãe lavou seu cabelo para combater piolhos com um pesticida agrícola, usado no controle de pragas em animais bovinos. O produto contém em sua composição a substância diazinon, cujo contato com a pele do ser humano é extremamente perigoso e que custa em média R$ 5 nas casas de produtos agropecuários.

A médica Daniela Pinheiro Almeida da Costa, que atende a menina Adriele, disse que a morte cerebral já foi constatada desde a noite de sexta-feira e que apenas aparelhos mantêm a menina viva. A família estaria relutando em aceitar a morte cerebral da criança.

Redação Terra
 
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