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Na reportagem que deu origem à nota, a revista Veja afirmou que uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos efetuados nos anos de 1998, 2000 e 2001 pelo então presidente, sua mulher, Ruth Cardoso e assessores nas chamadas contas tipo B.
O documento, de acordo com a revista, seria usado para chantagear parlamentares da oposição, a fim de evitar que as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem investigadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. De acordo com a Casa Civil, "o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)".
O sistema foi criado por orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos. O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja.
A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista. "Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões em valores nominais."
Agência Brasil