Estudantes e seguranças do campus informaram ao jornal Diário do Grande ABC, que alguns calouros foram obrigados a ingerir bebidas alcoólicas e estariam sob ameaça de tesouras. Uma viatura da polícia chegou a ir ao local, mas o estudantes afirmaram que iriam acabar com a brincadeira e alguns calouros disseram que estavam no local por espontânea vontade, o que fez com que os oficiais fossem embora e o trote continuasse.
O trote é proibido na faculdade desde o início do ano com portaria assinada pelo diretor da faculdade que proíbe o trote violento durante a recepção aos calouros. Como o diretor não conseguiu identificar os estudantes envolvidos, resolveu suspender todos os alunos.
Os calouros também foram punidos por dizerem que não foram obrigados a participar das brincadeiras e que estavam lá porque queriam. "Portanto, eles também estavam descumprindo a portaria", afirmou Paschoal. Entretanto, depoimentos de pais de alunos, seguranças do campus e calouros contam que boa parte dos novos estudantes chorava durante o trote, que incluiu violência física segundo uma caloura entrevistada. Os mesmos trotes acontecem no campus desde 2000 e que apenas desta vez uma atitude foi tomada, comentavam hoje os estudantes suspensos.
Conforme o Diário do Grande ABC, o trote aconteceu no estacionamento da Faculdade de Engenharia da Fundação Santo André, instituição de ensino que tem seu campus ao lado da Faculdade de Medicina do ABC, e contou com a participação de cerca de 300 estudantes, entre alunos veteranos e calouros. A assessoria de imprensa da Fundação Santo André informou que não autorizou o uso do espaço e que investigará o caso.
Desde que o diretor assumiu a Faculdade de Medicina iniciou uma campanha para acabar com os trotes violentos e promover atividades solidárias na recepção aos calouros. Os estudantes afirmaram que foram informados sobre a realização de trote solidário e a proibição de atividades no campus durante a realização da matrícula. Na ocasião, foi solicitada a doação de uma cesta básica, que seria entregue a instituições de caridade.
Segundo o diretor da Faculdade de Medicina, a suspensão é por tempo indeterminado. "Vou me reunir com representantes dos alunos antes de decidir o que fazer", disse.
- Redação Terra

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