Ex-ministro: cartão foi criado para comprar passagem

18 de março de 2008 • 15h07 • atualizado às 17h03

Paulo Paiva, ex-ministro do Planejamento do governo Fernando Henrique Cardoso, disse hoje que os cartões corporativos foram adotados pelo governo federal apenas para a compra de passagens aéreas. "O decreto (que instituiu o cartão corporativo) tinha finalidade absolutamente restrita ao pagamento de passagens aéreas promocionais ou com tarifa reduzida", afirmou Paiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista dos Cartões Corporativos.

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Segundo Paiva, o decreto não permitia o uso do cartão na modalidade débito ou saque. Paulo Paiva foi ministro no governo Fernando Henrique Cardoso, entre abril de 1998 e março de 1999, quando o cartão começou a ser adotado pelo governo federal.

Na prática, entretanto, o depoimento de Paiva pode trazer poucas informações aos parlamentares. Ele disse que o debate sobre o uso de cartão corporativo não era tema de seu ministério, à época, mas sim, do Ministério de Administração e Reforma do Estado e que sua participação se resumia a assinar a portaria de instauração do uso do cartão.

"Não sei se teria sugestões para apresentar a essa comissão. Acho que devemos desenvolver mecanismos de gestão de risco, instrumentos de investigação, buscar o controle do gasto público, a transparência", afirmou.

O deputado Vic Pires (DEM-PA) ironizou a presença do ex-ministro na CPI mista, vinculando-a à convocação de ministros do atual governo: "Vossa excelência está aqui hoje porque os governistas só aceitam convocar um ministro deles se chamarem um ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso. O senhor caiu hoje aqui de pára-quedas."

Agência Brasil
 
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