Presa mulher acusada de torturar menina que criava

17 de março de 2008 • 19h18 • atualizado em 18 de março de 2008 às 08h30
Silvia Calabresi de Lima foi presa em flagrante
Silvia Calabresi de Lima foi presa em flagrante
17 de março de 2008
Selma Cândido /Especial para Terra

Márcio Leijoto
Direto de Goiânia

Goiás


Uma menina de 12 anos foi encontrada hoje acorrentada, amordaçada e com vários ferimentos pelo corpo, em um apartamento em um setor nobre de Goiânia, em Goiás. A autora do crime seria, segundo a polícia, a proprietária do apartamento, que criava a menina há dois anos com autorização da mãe biológica. Silvia Calabresi de Lima, 42 anos, foi presa em flagrante.

» Mulher é acusada de torturar criança
» Jovem teria torturado mãe por Deus
» Tortura: acompanhantes são indiciadas
» vc repórter: mande fotos e notícias

Os policiais que entraram no apartamento teriam encontrado a criança presa em uma escada sem conseguir tocar os pés no chão. Para não deixar marcas de sangue pela casa, as mãos e os pés da menina estariam envolvidos em sacolas plásticas.

A delegada Adriana Accorsi, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), disse que a vítima estava com diversos ferimentos pelo corpo.

"As torturas eram praticadas eram praticadas por puro sadismo. É claro que não haveria motivo que justifique uma atitude dessa, mas ela não tinha nenhum motivo a não ser por prazer, sadismo", disse Adriana.

A mãe adotiva foi denunciada outras vezes por crimes parecidos, mas, segundo a polícia, os processos não foram concluídos. Os policiais chegaram à suspeita por uma denúncia anônima feita por um vizinho.

Em relato, a menina afirmou que a mulher a feria com alicate nos dedos das mãos e dos pés, na língua e no corpo. A mãe adotiva também apertaria os dedos da criança em portas e a queimaria com ferro de passar roupa. Além disso, a mulher é acusada de jogar pimenta nos olhos e no nariz da menina, inclusive quando ela estava dormindo.

Silvia, que teria prometido à mãe da menina uma vida melhor, não lhe daria sequer uma alimentação decente. A vítima ficaria acorrentada à noite e durante o dia teria que fazer tarefas domésticas.

A polícia encontrou no apartamento dois alicates, dois cadeados e um pedaço de pano. No alicate e no pedaço de pano havia manchas de sangue. Segundo relato da menina, seriam de ferimentos causados em sua língua.

A delegada diz que todos na casa sabiam das sessões de tortura: a mãe de Silvia, que tem 83 anos; o marido; e a empregada doméstica Vanice Maria Novais, 23 anos, que prestou depoimento hoje à tarde e confirmou que teria ajudado a amarrar a menina. Vanice teria dito que a mulher a ameaçava caso contasse algo para alguém. Nada seria feito para impedir a mãe adotiva de continuar cometendo os crimes.

Silvia se encontra detida e será encaminhada amanhã para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia. Ela vai responder por crime de tortura qualificada e por cárcere privado. Somadas, as penas podem contabilizar até 25 anos de prisão.

Vanice também se encontra detida e vai responder pelos mesmos crimes. A polícia vai investigar qual o envolvimento dos outros parentes de Silvia. A família biológica da menina não foi encontrada pela polícia até o final do expediente de ontem.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »