Câmera mostra acompanhantes espancando idoso

13 de março de 2008 • 10h45 • atualizado em 14 de março de 2008 às 11h05

Chico Siqueira
Direto de Araçatuba

Brasil


A polícia de Bilac, a 537 km de São Paulo, prendeu na quarta-feira duas damas de companhia suspeitas de torturar um homem de 93 anos, portador do Mal de Alzheimer. Rosangela Coutinho, 41 anos, e Patrícia Santos Alves, 24, foram presas por determinação da Justiça, depois que câmeras filmaram as duas agredindo fisicamente o aposentado Ovídio Martinelli.

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Elas foram contratadas pelos filhos para tomar conta do pai, e, segundo a polícia, agrediam o idoso quase todos os dias. Martinelli, que foi prefeito de Bilac em 1960-64 e 1973-77, recebeu puxões de orelha e de cabelo, levou tapas no rosto, chutes e beliscões, sofreu estrangulamentos pelo pescoço e até recebeu jatos de água no rosto.

As agressões deixaram lesões por várias partes do seu corpo. O aposentado passará por exames de corpo de delito hoje. Sua mulher, Antônia Bacchi Martinelli, 90 anos, que não anda e não fala, também é suspeita de ser agredida.

As cenas foram filmadas por câmeras instaladas na sala e no banheiro depois que os filhos de Martinelli perceberam que o pai possuía hematomas no corpo e tinha comportamento estranho. Com a suspeita de que o idoso estaria sendo agredido pelas acompanhantes, os filhos instalaram as câmeras no dia 27 de fevereiro. Ao ver as gravações, verificaram as agressões e, na última segunda-feira, levaram as imagens à polícia, que pediu a prisão das mulheres.

Agressões
Um relatório feito pelos filhos, em poder da polícia, informa que de 28 de fevereiro a 7 de março o aposentado apanhou quase todos os dias, com exceção de 5 e 6 de março. No dia 1º de março, por exemplo, Martinelli levou um tapa no rosto e teve copo de água jogada no peito.

No dia 2, teve os cabelos puxados e, no dia 3, uma das damas desferiu três tapas no rosto do idoso e o empurrou para baixo do chuveiro. As cenas chocaram tanto os filhos dele, que eles não conseguiram assistir as imagens registradas nos dias 8, 9 e 10, quando as câmeras foram retiradas e as imagens, levadas para a polícia.

Rosângela trabalhava das 8h às 18h e Patrícia, das 18h às 8h. Elas foram presas por 30 dias por determinação do juiz João Alexandre Batagelo, que aceitou o pedido de prisão temporária feito pelo Ministério Público. As duas foram estão recolhidas na Cadeia Pública de Buritama.

Redação Terra
 
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