Brasil impediu entrada de mais de 20 espanhóis

12 de março de 2008 • 09h08 • atualizado às 09h39

Mais de 20 espanhóis foram impedidos de entrar no Brasil nos últimos seis dias, depois que as autoridades brasileiras decidiram endurecer os controles imigratórios para aplicar "medidas de reciprocidade" para com a Espanha.

» CE: PF impede entrada de espanhol
» Retaliação preocuparia espanhóis
» Embaixador: crise está perto do fim
» Espanhol é repatriado no RN

Fontes aeroportuárias espanholas informaram que, nesta terça-feira, chegaram a Madri sete espanhóis que foram barrados no Brasil em um vôo da Iberia. Eles teriam sido barrados no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

Em outro caso, na noite desta terça-feira, a Polícia Federal (PF) do Ceará repatriou o espanhol Gerrard Lorene, 31 anos, no Aeroporto Internacional de Fortaleza. O homem não teria reserva de hotel, nem dinheiro suficiente para se manter no País. O delegado responsável pelo Departamento de Imigração da PF de Fortaleza, Thomas Wlassak, porém, negou que a medida fosse retaliação.

Na quinta-feira passada, outros oito foram rejeitados e mais cinco durante o final de semana, na maioria dos casos por não ter passagem de volta, uma das exigências impostas pelo Brasil aos estrangeiros.

Nesta terça-feira, o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, reiterou a parlamentares brasileiros que em seu país não há discriminações e que aqueles que não foram admitidos nas últimas semanas não portavam os documentos necessários.

Ele recebeu na sede da embaixada o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados, Marcondes Gadelha, acompanhado dos deputados Ivan Valente e Antonio Carlos Mendes Thame.

Os parlamentares pretendiam ouvir a versão do embaixador sobre os vários casos de brasileiros que não foram admitidos no aeroporto de Barajas, em Madri, e sobre os maus-tratos que eles dizem ter recebido.

O diplomata reiterou que as pessoas que não foram admitidas não portavam os documentos exigidos para a entrada aos países signatários do acordo de Schengen, que regula a entrada na União Européia (UE).<

Peidró negou ainda os supostos maus-tratos, assim como a falta de comida ou água durante a espera em Barajas para o retorno a seu país que dizem ter sofrido alguns dos brasileiros barrados.

Segundo fontes aeroportuárias espanholas, em Barajas não houve qualquer mudança nas normas que regulam a entrada na Espanha de brasileiros, que são as do acordo Schengen, que regula a entrada de cidadãos de fora do bloco em países da UE.

Todos os meses, segundo as autoridades aeroportuárias, entram na Espanha mais de 2 mil brasileiros e, em fevereiro, foram barrados na fronteira do aeroporto de Barajas cerca de 500 e, em janeiro, o número foi de 400.

Em 2007, em Barajas foram tramitados quase 18 mil expedientes de rejeição de admissão na fronteira, dos quais mais de 2.700 foram de brasileiros, atrás apenas dos cidadãos bolivianos, com 3.500 expulsões.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »