Homem é escoltado por policial após sair do IML, em Brasília |
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O caso estava sendo investigado pela Divisão de Direitos Humanos da PF desde dezembro de 2007, quando recebeu uma denúncia do Disque-Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes - Disque 100, informando que o suspeito freqüentaria a sala do Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) do Ministério das Comunicações e acessaria imagens contendo pornografia infantil pela web.
A perícia da Polícia Federal analisou os discos rígidos dos principais computadores que o suspeito utilizava e comprovou não somente a existência de material contendo pornografia infanto-juvenil, mas também fortes indícios de que o investigado estava divulgando e publicando as imagens através da Internet.
O laudo pericial também recuperou trechos de conversas instantâneas realizadas em chats e pelo programa de conversação MSN, e mostrou que o investigado conversava com supostas crianças e adolescentes. Em um trecho de conversação do programa MSN, o usuário afirmou que possuía um filme com uma virgem, sendo solicitado pelo interlocutor que o material lhe fosse enviado. A perícia ainda comprovou a existência de duas miniaturas em que as imagens e os nomes sugerem que os vídeos são de meninas brasileiras.
Na extensa lista de contatos da conta de correio do investigado constam vários endereços eletrônicos que se supõe serem de menores de idade, por trazerem um número que sugere ser a idade das vítimas.
Nesta manhã, o suspeito foi seguido e se dirigiu à biblioteca do Ministério do Planejamento, onde são disponibilizados quatro computadores para acesso ao público. Assim que ficou constatado o envio de mensagem eletrônica contendo imagens de pornografia infanto-juvenil, os policiais encarregados do caso deram voz de prisão em flagrante a G. e o conduziram até a Superintendência Regional do Distrito Federal.
Na última terça-feira, o Senado criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a prática de crimes de pedofilia na Internet e sua relação com o crime organizado. A comissão terá recursos estimados em R$ 400 mil e sete senadores. Agora, os partidos devem indicar membros para que a CPI seja instalada.
Redação Terra