Lula segura uma criança no colo durante o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Complexo do Alemão, no Rio |
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"Eu acho que nós precisamos resgatar a decência e a dignidade. É preciso acabar com essa história de que tudo é bandido, que tudo não presta. Num pé de laranja, se tem uma podre, não cortamos a árvore", afirmou Lula sobre a questão da criminalidade nas favelas. "Na hora do tiroteio o jeito é se jogar no chão com a mulher e os quatro filhos pequenos e rezar. Isso não é vida", disse.
Lula reafirmou que está cansado de ver nos jornais apenas notícias negativas a respeito da periferia do Rio de Janeiro. "Para terminar com isso, é preciso que a gente ofereça esperança para milhões de jovens neste País, porque se o Estado não estiver presente, o jovem não tem outra saída", afirmou o presidente.
"Queremos construir uma pátria livre e soberana, onde todos possam viver dignamente", ressaltou o presidente Lula.
Ele afirmou que o governo federal, o governo estadual e a prefeitura investirão no bairro R$ 358 milhões que atenderão uma área de 490 mil m² e 11,9 mil famílias. Segundo Lula, serão construídos 1,5 km de adutora, sistema de drenagem pluvial, iluminação pública, parque metropolitano com ciclovia, área de lazer e cultura, dois centros comunitários, duas escolas de ensino médio e uma escola técnica profissionalizante.
Redação Terra