Lula vai ao Alemão e nega que PAC seja eleitoreiro

07 de março de 2008 • 10h43 • atualizado às 13h29
Soldados montam guarda em frente a barricada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro  Foto: Reuters
Soldados montam guarda em frente a barricada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro
07 de março de 2008
Foto: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na manhã de hoje, na inauguração das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que as obras não têm caráter eleitoreiro. "Foi importante que nós não anunciássemos o PAC antes das eleições de 2006, senão vocês iriam ler nas manchetes de jornais que nós iríamos anunciar um programa apenas com intenção eleitoral. Deus é justo, porque começamos as obras exatamente no momento em que eu não disputo mais as eleições", disse.

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Durante o pronunciamento, o presidente agradeceu à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmando que ela é uma das principais responsáveis pela execução do programa. "A Dilma é a mãe do PAC", disse Lula.

O presidente ressaltou que ele e o governador do Estado, Sérgio Cabral, visitarão o local sistematicamente para conferir o andamento das obras. "Quero contribuir para mudar a imagem do Rio de Janeiro", afirmou.

"Quero agradecer a paciência de vocês, por terem esperado tanto tempo. Quero ver o Rio de Janeiro voltar a ser a cidade maravilhosa que todos almejamos", disse o presidente aos moradores do Complexo do Alemão presentes na cerimônia.

O presidente afirmou ainda que, se desde 1940, quando o Complexo do Alemão foi fundado, cada prefeito tivesse se empenhado em realizar obras assistenciais na favela, "a gente não teria que anunciar hoje uma coisa que poderia ter sido feita em 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000. Na verdade, tem um monte de político no Brasil que só gosta de pobre no dia da eleição. É o dia que pobre é maioria e vale mais que qualquer outro".

Sobre a segurança na favela, Lula disse que "o cidadão que já é bandido não tem que ser tratado com pétalas de rosa. Mas a polícia, pra entrar aqui, precisa saber que tem mulheres, homens e crianças aqui que querem viver dignamente".

O presidente afirmou ainda que o governo está investindo R$ 40 bilhões em todas as capitais do País "para cuidar dos pobres, sim. Tem gente que acha que eu deveria estar fazendo outra coisa". Segundo ele, quando o Prouni foi criado houve quem dissesse que Lula "estava nivelando o ensino por baixo". O presidente contou que pesquisas apontam que os estudantes que mais se destacam nas universidades são os que vieram da periferia.

"Tudo isso é por uma única razão. O Brasil definitivamente se encontrou consigo mesmo. Nos anos 80 e 90, a gente só falava da dívida externa. Pela primeira vez em 500 anos, o Brasil não é devedor, é credor", comemorou o presidente.

Redação Terra
 
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