PF prende 6 por tráfico internacional de mulheres

04 de março de 2008 • 13h42 • atualizado às 14h06

Juliana Michaela
Direto de Cuiabá

São Paulo


A Polícia Federal de Mato Grosso prendeu hoje seis pessoas suspeitas de envolvimento com aliciamento e tráfico internacional de mulheres para fins de prostituição na Espanha. A organização criminosa, segundo a PF, escolhia mulheres da cidade de Barra do Garças (MT) e municípios vizinhos com a promessa de elas ganharem grandes somas de dinheiro para a realização de programas em Madri, na Espanha.

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Segundo a PF, as mulheres eram convencidas a se desfazerem de seus bens e abandonarem suas famílias para se prostituírem. A escolha das mulheres ocorria pela postagem de fotos no site de relacionamentos Orkut.

Dos seis presos detidos pela Operação Madri, assim chamada pela PF, um deles era espanhol, apontado como o responsável pela escolha das brasileiras, como também de acompanhá-las do Brasil até os pontos de prostituição na Espanha.

Além dele, foi presa uma agente de turismo da cidade de Pontalina (GO) e quatro suspeitos de Barra do Garças (MT), que seriam responsáveis pelo aliciamento e pela seleção prévia das brasileiras. As identidades não foram divulgadas.

O espanhol foi preso hoje pela manhã no Aeroporto Internacional de Goiânia (GO) acompanhado de três vítimas que tinham como destino um vôo para a cidade de Madri, na Espanha. Os suspeitos presos em Mato Grosso foram interrogados e encaminhados à Cadeia Pública de Barra do Garças.

Eles foram autuados por tráfico internacional de pessoas, cuja pena pode chegar a até 8 anos de reclusão, e por formação de quadrilha, cuja pena está fixada em 3anos de reclusão.

A Operação Madri apreendeu ainda diversos documentos que comprovariam a prática do crime, além de outras provas que podem revelar a identidade dos demais integrantes da organização.

Os aliciadores antecipavam os valores necessários à retirada de passaportes, à compra das passagens aéreas e às demais despesas de viagem, como forma de incentivar o aliciamento.

Na Espanha, as brasileiras eram submetidas a uma situação semelhante à escravidão, pois tinham seus passaportes retidos pelos proprietários de boates, eram obrigadas a se prostituírem para custear sua alimentação e estadia, além de serem coagidas a ressarcirem os custos relativos à viagem.

Algumas conseguiam escapar e retornar ao Brasil. Outras sequer chegaram a ingressar na Espanha, tendo sido deportadas. A maioria, no entanto, lá permanece sob o domínio dos donos de boates.

Redação Terra
 
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