Juliana Michaela
Direto de Cuiabá
São Paulo
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Segundo a PF, as mulheres eram convencidas a se desfazerem de seus bens e abandonarem suas famílias para se prostituírem. A escolha das mulheres ocorria pela postagem de fotos no site de relacionamentos Orkut.
Dos seis presos detidos pela Operação Madri, assim chamada pela PF, um deles era espanhol, apontado como o responsável pela escolha das brasileiras, como também de acompanhá-las do Brasil até os pontos de prostituição na Espanha.
Além dele, foi presa uma agente de turismo da cidade de Pontalina (GO) e quatro suspeitos de Barra do Garças (MT), que seriam responsáveis pelo aliciamento e pela seleção prévia das brasileiras. As identidades não foram divulgadas.
O espanhol foi preso hoje pela manhã no Aeroporto Internacional de Goiânia (GO) acompanhado de três vítimas que tinham como destino um vôo para a cidade de Madri, na Espanha. Os suspeitos presos em Mato Grosso foram interrogados e encaminhados à Cadeia Pública de Barra do Garças.
Eles foram autuados por tráfico internacional de pessoas, cuja pena pode chegar a até 8 anos de reclusão, e por formação de quadrilha, cuja pena está fixada em 3anos de reclusão.
A Operação Madri apreendeu ainda diversos documentos que comprovariam a prática do crime, além de outras provas que podem revelar a identidade dos demais integrantes da organização.
Os aliciadores antecipavam os valores necessários à retirada de passaportes, à compra das passagens aéreas e às demais despesas de viagem, como forma de incentivar o aliciamento.
Na Espanha, as brasileiras eram submetidas a uma situação semelhante à escravidão, pois tinham seus passaportes retidos pelos proprietários de boates, eram obrigadas a se prostituírem para custear sua alimentação e estadia, além de serem coagidas a ressarcirem os custos relativos à viagem.
Algumas conseguiam escapar e retornar ao Brasil. Outras sequer chegaram a ingressar na Espanha, tendo sido deportadas. A maioria, no entanto, lá permanece sob o domínio dos donos de boates.
Redação Terra