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Mulher atropela cobra prenhe e acha que é pedestre

04 de março de 2008 09h00 atualizado às 14h27

Uma funcionária pública de 42 anos, que pediu para ter o nome preservado, atropelou na madrugada desta segunda-feira uma cobra grávida, de aproximadamente 4 m, enquanto voltava de viagem pela rodovia Antonio Machado Sant'anna (SP-255), em Américo Brasiliense, interior de São Paulo. A cobra sucuri, com mais de 20 filhotes, teria saído de um rio que fica nas margens da pista.

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A sucuri, ao contrário de outras espécies de cobras, é uma serpente vivípara, ou seja, gera seus filhotes no interior do corpo da fêmea. Após o nascimento, os filhotes se dispersam, abandonando a mãe e os irmãos. Segundo o Centro de Conservação e Manejo de Répteis e Anfíbios do Ibama, ela pode gerar de 5 a 40 filhotes por ninhada.

O filho da funcionária pública, um publicitário que também pediu anonimato, conta que a mãe seguia de carro durante a madrugada até ver algo deitado na pista. "Ela só viu que era um negócio preto e, sem tempo de frear, passou por cima e assustada não parou", conta o jovem. "A minha mãe pensou ser uma pessoa e veio embora até em casa", disse. A família mora em Araraquara, cidade ao lado.

Já em casa, a funcionária pública contou o episódio ao filho e ao namorado. Os três retornaram à rodovia para ver o que havia acontecido. "É muita coincidência, mas quando estávamos na pista vimos uma ambulância e pensamos que estava socorrendo a pessoa atropelada", diz o publicitário, que afirma ter ficado tenso com a situação.

No local, segundo ele, havia uma viatura da concessionária que administra a rodovia e, em vez de haver uma pessoa, lá estava uma cobra. Com o atropelamento, ela foi jogada próxima ao acostamento. Os filhotes foram expelidos do corpo da mãe e ficaram espalhados na pista. Alguns sobreviveram. "O pessoal jogou as cobrinhas num rio do lado e no meio do mato", diz o publicitário.

A funcionária pública contou aos funcionários da concessionária que havia atropelado a cobra, mas ela não sabe se foi a primeira pessoa que atingiu a sucuri. Apesar do risco, não houve acidentes no local. A concessionária retirou a cobra morta e limpou a pista. A Polícia Rodoviária não registrou Boletim de Ocorrência sobre o caso.

Redação Terra