Alagoas: MP acusa deputados por quebra de decoro

03 de março de 2008 • 16h24 • atualizado às 16h26

Odilon Rios
Direto de Maceió

Brasil


A Associação Nacional do Ministério Público protocolou, na Assembléia Legislativa de Alagoas, uma ação que acusa dez deputados estaduais de quebra de decoro parlamentar. Os deputados, incluindo o presidente da assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM), foram indiciados pela Polícia Federal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, na Operação Taturana.

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No documento, de cinco páginas, assinado por representantes dos chefes do Ministério Público de todo o País, além dos líderes dos promotores dos MPs brasileiros, disse que a assembléia alagoana vive uma "crise ética" e "com o cheiro repugnante da corrupção". "Não acredito que os deputados sejam afastados, mas isso é uma iniciativa", disse o presidente da Associação do Ministério Público alagoano, Eduardo Tavares.

Os representantes chegaram ao Legislativo às 15h e foram recebidos por um único parlamentar - Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), integrante da bancada de oposição na assembléia. "Como em todos os Poderes, há o corporativismo, e aqui não é diferente", afirmou o parlamentar, ao responder sobre a possibilidade de afastamento dos deputados.

Seis parlamentares, afastados por decisão da Justiça, serão julgados, mais uma vez, amanhã à tarde. O procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, entrou com ação no Tribunal de Justiça, defendendo o afastamento. Os parlamentares tentam anular a decisão. A assessoria de comunicação da assembleia não se manifestou sobre o pedido de afastamento.

Redação Terra
 
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