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Morte de Celso Daniel completa 2 anos sem solução

20 de janeiro de 2004 16h28 atualizado às 16h28

Sombra: Não matei Celso. Ele era meu irmão. Foto: Terra

Sombra: "Não matei Celso. Ele era meu irmão"
Foto: Terra

O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT) completa hoje dois anos sem que polícia e Justiça tenham elucidado totalmente o crime. Há dois anos, o corpo de Celso Daniel foi encontrado numa estrada da cidade de Juquitiba, Grande São Paulo, com marcas de tiros no rosto e no peito.

Celso foi seqüestrado dois dias antes de morrer, quando voltava de um jantar com o amigo e empresário Sérgio Gomes da Silva. O prefeito foi mantido dois dias num cativeiro da Favela Pantanal, em São Paulo, e depois assassinado.

O inquérito policial concluiu que a morte do prefeito foi um crime comum. Para a polícia, Celso foi vítima de um seqüestro relâmpago e morto por que os bandidos assustaram-se ao perceber a importância da vítima e ver a repercussão nacional do caso. A polícia prendeu seis envolvidos no seqüestro e assassinato do prefeito, inclusive um menor acusado de ser o autor dos disparos que mataram Celso.

O Ministério Público, no entanto, discorda do inquérito policial que determinou crime comum no caso. Em novembro de 2003, o empresário Sérgio Gomes, o Sombra, foi indiciado acusado de ser o mandante do crime. De acordo com o MP, Sombra ordenou a morte de Celso para evitar que o prefeito descobrisse um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, que envolvia membros do governo municipal e empresários do setor de transportes.

Sombra está preso, mas nega envolvimento no crime. Desde a morte de Celso Daniel seis pessoas que testemunharam o desenrolar do caso foram mortas em condições suspeitas.

Foram mortos o garçom que serviu Celso na noite do crime, antes do seqüestro, uma testemunha da morte dele e o agente funerário que reconheceu o corpo do prefeito jogado numa estrada e chamou a polícia. Um homem que participou do seqüestro e um policial civil ligado ao seqüestrador também foram assassinados.

A polícia tratou todas as mortes isoladamente, como crimes comuns. O Ministério Público tenta relacionar as mortes.

Celso seria o coordenador nacional da campanha presidencial de Lula. Com sua morte, o Antonio Palocci assumiu esta função.

Redação Terra