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Gravações mostram deputado cobrando dinheiro

24 de fevereiro de 2008 03h33 atualizado às 03h39

Gravações feitas pela Polícia Federal (PF) mostram o ex-deputado de Alagoas Gilberto Gonçalves (PMN) cobrando dinheiro de um diretor da Assembléia. As escutas telefônicas autorizadas pela Justiça fazem parte da Operação Taturana que prendeu 41 pessoas acusadas de desviar R$ 280 milhões dos cofres públicos

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As fitas obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo mostram o ex-deputado ligando para o então diretor de recursos humanos da Assembléia, Roberto Menezes, e cobrando dele o recebimento de dinheiro. "Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado", diz o ex-deputado. "É melhor você me dar do que sair tudo todo mundo algemado dessa p...."

O esquema desviou cerca de R$ 280 milhões da Assembléia e da União e durou cinco anos. Cerca de 41 pessoas foram presas e dez deputados alagoanos, entre eles o presidente da Assembléia, Antônio Albuquerque (DEM), foram indiciados pela suspeita de desvio de dinheiro público.

Entre os beneficiados estavam as irmãs do presidente da Casa, deputado Albuquerque, incluídas na folha de pagamento. Outros 128 servidores recebiam salários sem nunca terem sido nomeados para o cargo, segundo levantamento da Ordem dos Advogados de Alagoas (OAB-AL). A PF constatou ainda que a folha de pagamentos era modificada para atender aos interesses dos deputados. "Os deputados da Mesa Diretora inseriam funcionários fantasmas na folha, pessoas que nem sabiam que o CPF delas estava na Assembléia", disse o superintendente da PF em Alagoas, José Pinto de Luna.

Os benefícios dos deputados se davam ainda com apropriações indevidas das verbas de gabinete, gratificações dos comissionados, retenção de salários e inserção de servidores fantasmas na folha. Segundo suspeitas da PF, havia ainda esquema de fraude à Receita Federal através do Imposto de Renda.

Redação Terra