Presa em trem: achei que água não pararia de subir

22 de fevereiro de 2008 • 00h24 • atualizado às 01h34
Trilhos cheios d'agua na estação Tamanduateí - sentido Rio Grande da Serra Foto: Eduardo Del Rey/vc repórter
Trilhos cheios d'agua na estação Tamanduateí - sentido Rio Grande da Serra
21 de fevereiro de 2008
Foto: Eduardo Del Rey/vc repórter

Fabiana Leal

São Paulo


Passageiros de uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ficaram no retidos dentro dos vagões devido alagamento provocado pela forte chuva que caiu na noite desta quinta-feira em São Paulo e no Grande ABC. A jornalista Carolina Tavares, 21 anos, que mora em Santo André (SP), disse que teve medo porque achou que "a água não pararia de subir". A CPTM informou que a interrupção atinge a Linha D (Luz-Rio Grande da Serra), desde as 18h30. Os trens da Linha D só estão circulando de Mauá até Rio Grande da Serra.

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O trem ficou ilhado entre as estações Ipiranga e Tamanduateí. De acordo com a CPTM, o trecho alagou por volta das 20h40, e o nível mais alto de água chegou a 1 m. É preciso esperar a água baixar para um nível menor do que os trilhos para a composição poder andar, de acordo com a CPTM.

Por volta de 23h45, os bombeiros chegaram no vagão em que Carolina estava. Ela disse que os passageiros gritavam porque queriam sair. "As pessoas estavam muito nervosas".

Segundo Carolina, inicialmente, os bombeiros informaram que iriam resgatar somente as pessoas que estavam passando mal. Por volta de 0h20, os passageiros que quiseram puderam deixar as composições e ir caminhando em fila indiana pelos trilhos até a Estação Tamanduateí. Caso contrário, teriam de esperar um veículo que ajudaria a retirar a composição dos trilhos. "O carro que ia ajudar, ia demorar muito. Resolvi descer, como fez quase toda a maioria dos passageiros. Caminhamos por cerca de 30 minutos. A água já tinha baixado, só tinham poças nos trilhos".

Carolina disse que, quando o nível da água estava alto, era possível ver que tinham pessoas se arriscando a deixar os vagões. "O maquinista disse que tinha algumas pessoas desaparecidas. Não sei se foram pessoas que tentaram sair. Ele falou que os bombeiros iram procurar quem estava passaram de barco pela composição para resgatar essas pessoas.

Carolina pegou metrô na Paulista, fez baldiação e foi para a Estação da Luz. "Peguei o trem às 18h30. Ficamos parados até as 20h na Estação Brás, mas chegou na Tamanduateí, uma antes da São Caetano, onde ele (maquinista) disse que a gente ia descer, mas não conseguimos seguir em frente. Ele tentou voltar, mas não conseguiu. O maquinista disse que estamos no pico mais alto entre uma estação e outra, mas é difícil de acreditar com tanta água", afirmou Carolina, que mora em Santo André.

Redação Terra
 
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