Fernanda Ezabella
São Paulo
O grupo foi fundado durante o período Edo, há mais de 370 anos, e usa bonecos feitos geralmente de madeira, em tamanhos que variam de 60 a 5 centímetros.
As apresentações fazem parte das comemorações dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil. A turnê começou em Santos e está agora no Rio de Janeiro, onde se apresenta nesta quarta-feira.
Depois, segue para Brasília, na Funarte, e São Paulo, no Sesc Consolação, únicas cidades que também terão oficinas.
A companhia trouxe ao país duas peças de seu repertório clássico, que são apresentadas com legendas em português. "Tsuna-Yakata" (A Casa de Tsuna) é a história do guerreiro de Kyoto, com 30 minutos de duração, e "Shinpan Utazaimon — Nozakimura no Dan" (A Vila Nozaki) retrata o romance trágico de dois jovens, em uma hora de espetáculo.
"Temos certeza que os brasileiros passarão a apreciar ainda mais a nossa cultura tradicional", disse a manipuladora de bonecos Chie Yuki, em entrevista após as exibições em Santos.
"É uma forma dos brasileiros compreenderem melhor a cultura dos imigrantes que têm contribuído para esse país por esses anos todos."
Chie Yuki é um dos 14 artistas da companhia que participam da turnê e um dos oito manipuladores de bonecos.
Antes de cada apresentação, o grupo conversa com a platéia para explicar como funciona o teatro de marionetes de Edo, nome do gênero.
Um boneco, por exemplo, é composto por quatro partes — rosto, tronco, braços e pernas. São necessários cerca de 20 fios para movimentá-los, embora esse número possa aumentar para até 50 fios.
Apesar da tradição e das histórias seculares, a companhia japonesa também aposta em novas produções, como uma versão de "Macbeth", de Shakespeare, apresentada nos anos 1980.
A Yukiza, que tem um teatro permanente em Tóquio, foi fundada pelo mestre Yuki Magosaburo 1o para interpretar sutras budistas. Hoje em dia a companhia é liderada por Magosaburo 12o.
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