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Senador Jonas Pinheiro morre em Mato Grosso

20 de fevereiro de 2008 08h16 atualizado às 11h04

O senador Jonas Pinheiro (DEM), 67 anos, morreu ontem às 21h30, por falência múltipla dos órgãos, no Hospital Amecor, em Cuiabá (MT). Ele está sendo velado em sua cidade natal Santo Antônio do Leverger, também em Mato Grosso.

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O senador estava internado há mais de uma semana no hospital, devido a uma parada cardiorrespiratória por arritmia cardíaca. Ele será enterrado no cemitério municipal às 17h.

Jonas Pinheiro deixa a mulher, ex-deputada federal, Celcita Pinheiro, dois filhos e três netos. A prefeitura de Santo Antônio do Leverger decretou luto oficial de três dias.

O Senado informou que, devido à morte do senador, a sessão do Congresso Nacional que estava prevista para as 11h foi cancelada. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, viaja às 12h para Mato Grosso, a fim de prestar as últimas homenagens a Pinheiro. Na comitiva também estará o senador José Agripino (DEM-RN).

Carreira política
O senador Jonas Pinheiro representou a bancada ruralista na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Elegeu-se como deputado federal pelo Mato Grosso no ano 1983 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), sendo reeleito em 1987 e 1991 pelo Partido Frente Liberal (PFL). No senado foi eleito em 1994 pelo PFL e estava em seu segundo mandato agora pelo DEM (antigo PFL).

O senador Jonas Pinheiro defendia a renegociação de dividas agrícolas e a redução das taxas de juros dos financiamentos. Atuou para que fosse aprovada a Lei de Biossegurança (lei nº 11.105/05) na Câmara dos Deputados, que regulamenta o plantio, comercialização e o consumo de produtos geneticamente modificados e seus derivados.

É de autoria do senador a lei nº 9.974/00 que dispõe a destinação adequada das embalagens vazias de agrotóxicos, componentes e afins, bem como de produtos apreendidos pela ação fiscalizatória, impróprios para utilização e em desuso. Em 2007, mais de 21 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos foram retiradas no meio ambiente, conforme dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev). O volume de embalagens enviadas para reciclagem ou incineração foi 7,6% maior do que o registrado durante o ano de 2006.

Redação Terra