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SC: jovem teria torturado mãe "em nome de Deus"

19 de fevereiro de 2008 10h57

A polícia de Blumenau, a 200 km de Florianópolis (SC), informou que um jovem confessou ter espancado e torturado a mãe até a morte e afirmou ter agido em "nome de Deus". Alexandro Seixas, 20 anos, foi preso em flagrante por policiais na segunda-feira, dentro uma igreja evangélica.

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Com roupas cobertas de sangue, ele não ofereceu resistência. O corpo de Maria Olívia Fagundes, 56 anos, foi encontrado por vizinhos que teriam visto Seixas sair de casa sujo de sangue.

Os policiais encontraram o corpo da mulher e vários objetos, como pá de pedreiro, martelo, cordas e faca. Na delegacia, o jovem teria afirmado ao delegado responsável pelo caso, Henrique Stodieck Neto, ter "tirado o demônio do corpo da mãe" e agido para "atender um pedido de Deus".

Segundo Stodieck, mãe e filho teriam discutido na noite de domingo e a mulher acabou morta na manhã seguinte, depois de supostamente passar horas sendo torturada.

"O filho fez de tudo para torturar a vítima durante toda a madrugada, antes de matá-la na manhã de ontem. Foi algo inimaginável", disse. "Ela foi amarrada, teve os mamilos cortados e sofreu vários tipos de crueldade".

A Polícia Civil começa a coletar, nesta terça-feira, depoimentos de testemunhas e de pessoas ligadas à igreja que o acusado freqüenta. O objetivo é descobrir indícios de que o jovem pudesse ter sido violento em outras oportunidades.

"Queremos saber com os fiéis como era o comportamento do autor dentro da instituição religiosa, para que possamos encerrar o inquérito", disse Stodieck, destacando que ainda aguarda um laudo para saber o que causou a morte de Maria Olívia. "A materialidade e autoria do crime já estão identificadas, por isso o inquérito deve ser concluído nos próximos dias".

Seixas poderá ser indiciado por homicídio doloso, com agravantes de ser cometido com meio cruel, sem possibilidade de defesa da vítima e por motivo fútil.

O delegado informou que foi o terceiro caso de pais assassinados por filho registrado em 2008 em Blumenau. "De nove homicídios registrados na cidade, três envolveram esse tipo de relação familiar", lamentou.

Redação Terra