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A CPI dos Cartões, se instalada, vai investigar os gastos do governo com cartão corporativo e de reembolsos a funcionários públicos. Pelo regimento interno da casa, os requerimentos para abertura de CPI não podem ser modificados ou rasurados após os senadores terem assinado o documento.
"A adulteração foi feita sim, por recomendação da diretora da Mesa", disse Heráclito Fortes, referindo à Mesa Diretora do Senado. Ele afirmou que ficou "muito triste" ao ver a diretoria da Casa Legislativa fazer uma orientação ao líder do governo. "É lamentável", afirmou.
Romero Jucá se defendeu, dizendo que fez uma complementação. "Eu fiz uma complementação ao requerimento, pedi de volta e complementei", afirmou. Disse ainda que não houve "adulteração", pois nada foi feito às escuras.
Jucá acrescentou no documento original o seguinte texto: "a comissão será composta de 11 membros e funcionará por um prazo de 90 dias. Ela contará com recursos da ordem de R$ 100 mil".
Ontem, Jucá disse que começará a recolher as assinaturas novamente a partir de segunda-feira para reapresentar o documento.
Redação Terra