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Famílias de presos são orientadas a adiar visitas

08 de fevereiro de 2008 07h30

Famílias de presos que cumprem penas em penitenciárias no interior de São Paulo receberam a recomendação dos encarcerados de evitar comparecer na tradicional visita no sábado, dia 16, e domingo dia 17 de fevereiro. A data é o final de semana seguinte ao prazo dado pelos detentos para receberem uma resposta do governo sobre uma suposta opressão carcerária.

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Ninguém fala abertamente e muito menos revela o nome temendo represálias. Uma moça de Araraquara, cujo marido está na unidade local, conta que foi avisada na visita da última semana que "o clima está tenso dentro do sistema" e ela deveria permanecer em casa no dia 16. Ela ainda não decidiu se adiará o encontro com o marido. "Vou esperar ele me ligar", admite.

O mesmo comentário foi dado aos parentes de internos da Penitenciária de Ribeirão Preto e de Avaré. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Ribeirão, inclusive, recebeu uma cópia das exigências feitas pelos presos e prometeu encaminhá-la ao governador José Serra (PSDB) que passa hoje pela cidade.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não comenta a carta. Em seu site, a pasta define que a Penitenciária de Avaré é sim de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), ao contrário do discurso oficial. Já as Penitenciárias de Presidente Venceslau I e II, que também são alvo de protestos, são classificadas como unidades comuns.

Entre os agentes o clima é de tensão. A noticia de que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria planejando seqüestrá-los para libertar as lideranças da quadrilha colocou todos em alerta. A polícia, por sua vez, alega não ter mudado a rotina em razão da carta assinada pela "população carcerária".

Redação Terra