CGU recomendará que ministros não usem cartões

07 de fevereiro de 2008 • 18h48 • atualizado às 18h59

A recomendação da Controladoria Geral da União para que os ministros não usem mais os cartões corporativos, sobretudo em viagens, não significa que os titulares das pastas serão proibidos de usá-los nem que terão de devolvê-los ao governo. A formalização da medida, porém, ainda não foi feita oficialmente e deve ocorrer por carta circular nos próximos dias.

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Apesar de ter sido recomendada na semana passada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e pelo ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, a determinação ganhou força nesta quarta-feira, quando a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, enfatizou durante entrevista coletiva que os ministros não poderiam mais usar cartões corporativos.

A maior parte dos gastos dos cartões se refere a viagens, ocasiões nas quais os ministros precisam arcar com gastos de trabalho. Com o veto do uso, o governo precisa elaborar uma forma de ressarcir o que for pago nessas situações e criar uma verba de representação que permita aos ministros pagarem pelos gastos com visitantes internacionais em visita ao Brasil.

A criação de uma diária para ressarcir os titulares dos ministérios em viagens dentro do País é a alternativa mais provável. Hoje, eles já são ressarcidos por gastos com hospedagem, alimentação e transporte, mas as diárias criariam um padrão de gasto e evitariam distorções, segundo a ministra.

Redação Terra
 
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