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Raupp informou hoje que o partido só definirá na próxima terça-feira se reivindica a presidência ou relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a utilização dos cartões corporativos nos últimos 10 anos por autoridades e servidores do governo federal. Maior bancada na Casa, os peemedebistas têm direito a indicação de um dos cargos.
"É uma possibilidade. O PMDB não descarta. Como o PMDB faz parte da coalizão do governo, mas de um lado está o PT que governa com o presidente da República e do outro a oposição, com o Democratas e o PSDB, então tem CPI que não interessa ao PMDB indicar relator ou presidente. Neste caso, não discutimos ainda", disse Raupp, ao ser indagado se o partido reivindicaria um dos cargos.
Ele acredita que antes da instalação da CPI haverá disputas políticas entre o governo e a oposição. Raupp citou, especificamente, a divulgação do aumento de gastos com cartões corporativos pelo governo de São Paulo, sob o comando de José Serra (PSDB). "Foram gastos, em 2007, R$ 106 milhões pelo governo paulista. Acho que ficou elas por elas", afirmou.
Questionado se acredita que estas informações seriam suficientes para fazer com que o PSDB recue na intenção de apurar os gastos do governo Lula com cartões corporativos, Valdir Raupp afirmou que "se for o caso de se investigar, o governo fará uma apuração conjunta".
Ele disse que, no que depender do Congresso, esta comissão "vai trabalhar como as CPIs dos Correios, a dos Sanguessugas e tantas outras que puniram muita gente".
Agência Brasil