CPI não é manobra, diz José Múcio

06 de fevereiro de 2008 • 18h18 • atualizado às 19h15

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, defendeu hoje a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar gastos em cartões de crédito corporativos e a chamada "conta B", utilizada para suprimento de fundos desde antes da criação do cartão, em 2001.

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Ele rebateu a afirmação de que a proposta da base governista represente qualquer manobra do Executivo. "Não tem manobra alguma. É uma iniciativa do Legislativo. É uma iniciativa para esclarecer. E tudo que seja para esclarecer é ótimo".

Nesta quarta-feira, primeiro dia deatividade legislativa em 2008, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), dedicou-se a colher assinaturas para a CPI. Ele conseguiu 28 assinaturas (são necessárias 27, número equivalente a um terço dos senadores) e vai protocolar a criação da CPI nesta quinta-feira.

"Não vamos fugir do embate. Para mostrar que o governo não tem medo e quer averiguar, estamos propondo a CPI", disse Jucá. "Pior que CPI é ficar nuvem pairando em cima do governo, como se ele tivesse algo a esconder ou feito coisa errada. Como estão fazendo agora, levantando suspeita até da família".

Agência Brasil
 
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