Cartões: CPI deve investigar desde 2001, diz deputado

06 de fevereiro de 2008 • 06h20 • atualizado às 06h20

Em entrevista exclusiva a O Estado de S.Paulo, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do requerimento para instaurar uma CPI para investigar o uso dos cartões corporativos por funcionários do governo federal, afirmou que a investigação não será restrita ao governo Lula. Ele deve começar hoje a coleta de assinaturas para a criação da comissão de inquérito.

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"A CPI vai investigar de 2001 até agora, desde o nascedouro do cartão corporativo. Ou seja, pega PT e PSDB. São dois anos nos quais o PSDB, meu partido, era governo. Não estou partidarizando", afirmou.

Sampaio diz que tem 2 mil páginas de documentos e perícias produzidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso dos cartões. Segundo ele, ali constam irregularidades e fraudes.

O parlamentar defende a criação de uma CPI porque, segundo ele, a comissão é uma instância mais ampla e com mais poder que a Controladoria-geral da União (CGU), que hoje investiga o caso. "A CPI pode requisitar documentos, convocar depoimentos e dispõe de instrumentos que a CGU não tem", disse.

Ele promete que, se não conseguir o número de assinaturas para criar uma comissão mista de inquérito - ou seja, envolvendo Câmara e Senado - deverá passar adiante à oposição as informações que possui para que o inquérito seja aberto exclusivamente no Senado. "O receio do governo é a maior evidência de que a CPI tem de acontecer."

Redação Terra
 
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