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Irmão de Celso Daniel mantém acusações ao PT

11 de dezembro de 2003 04h28

O oftalmologista João Francisco Daniel, 57 anos, teve motivos para comemorar a decisão da Justiça em aceitar a denúncia do Ministério Público contra o empresário Sérgio Gomes da Silva como mandante do assassinato de seu irmão.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, João Francisco Daniel explica que a "luta só começou". Ele foi a primeira testemunha a acusar vinculações entre irregularidades na administração de Santo André e a morte do prefeito Celso Daniel.

O oftalmologista afirmou que ainda mantém o teor do depoimento que concedeu, em 24 de maio de 2002, no gabinete da Promotoria de Justiça do Fórum de Santo André. Na época, declarou que empresas contratadas pela prefeitura desviavam recursos públicos para campanhas eleitorais do PT.

João Francisco Daniel salientou que prefere não abordar o tema novamente neste momento. "Não vou entrar nesse mérito. Vamos separar essa parte da mais importante. A minha denúncia na época não teve a mínima intenção política. A minha denúncia foi para tentar fazer com que a morte do meu irmão simplesmente não se encerrasse como um crime comum", justificou.

O médico, está refugiado em uma cidade a mais de 2.000 quilômetros de São Paulo. João Francisco Daniel diz já que recebeu "insinuações de ameaças". Por sentir-se "vulnerável" na região do ABC paulista, fechou sua clínica em São Bernardo e mudou-se com a mulher para outro local. "Estou começando do zero", confessou.

Depois de conhecer a decisão do juiz da 1ª Vara Criminal de Itapecerica da Serra, Luiz Fernando Migliori Prestes, João Francisco Daniel se disse emocionado. "Não é uma vitória só da família. É uma vitória da sociedade brasileira, que está cansada de corrupção, cansada de mentira."

Ontem, a Justiça de Itapecerica da Serra aceitou o aditamento à denúncia do Ministério Público (MP) contra o amigo do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra. Sérgio é acusado pelo MP de ser o mandante do crime.

Redação Terra