Elaine Lina
Direto de Brasília
Brasília
» Limitado saque em dinheiro a 30%
» Cartão: servidor do IBGE sacou R$ 96 mil
» Ministros colocam dados à disposição
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"Não há normas que digam o limite com relação a períodos. A partir do momento que se apresenta o relatório de despesas, libera-se imediatamente o valor já gasto", disse o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage.
A CGU divulgou na última terça-feira que investigará a ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e o ministro da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolim, pelos gastos com cartão corporativo do governo. A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu que o órgão investigasse os gastos com cartão corporativo dos dois ministros depois que eles mesmos pediram para que isso acontecesse.
Matilde teve os maiores gastos de cartão corporativo, mais de R$ 171 mil em 2007. Ela fez compras pessoais num free shop no valor de R$ 461,16 com o cartão governamental e devolveu o dinheiro nesse mês, alegando que foi uma compra por engano. Segundo Matilde, todos os outros gastos no cartão corporativo foram para o pagamento de transporte, refeições e hotéis quando estava a trabalho.
Com as novas normas, o titular do cartão só poderá sacar em dinheiro 30% do limite, mediante justificativa.
Com as novas normas fica proibida a possibilidade de uso do cartão para o pagamento de emissão de passagens e diárias a servidores, mas não a ministros. O governo vai discutir a possível volta das agências de viagens para fazer esse serviço e proibir o uso dos cartões também para os ministros.
Redação Terra