Polícia

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Terça, 29 de janeiro de 2008, 20h43

Polícia teria cobrado terno superfaturado de agentes

O Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird) de São Paulo teria cobrado R$ 300 pela roupa - conjunto de terno e duas camisas - que agentes em aeroportos e investigadores que atendem ao público são obrigados a usar em trabalho. Os custos do material, no entanto, seriam de R$ 143 por policial. A informação é do Jornal Nacional.

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O responsável pela compra - feita em dinheiro em uma fábrica localizada em Cotia (SP) - seria o próprio diretor do Dird, delegado Pedro Herbella. Os ternos seriam retirados no andar da diretoria do departamento, após a assinatura do recibo no valor de R$ 300.

Segundo a reportagem, foram comprados 60 kits de roupas para os policiais, totalizando cerca de R$ 8,5 mil. O preço cobrado no Dird, no entanto, somaria aproximadamente R$ 18 mil.

Herbella negou qualquer irregularidade e disse que o valor cobrado inclui outros gastos dos agentes. "É o terno, é o que ele comeu, é o que ele viaja", disse.

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