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Atualizada às 23h32
» CORREÇÃO: Rio teve 458 casos
» vc repórter: mande fotos e relatos
A capital registra o maior número de ocorrências - oito em cada dez casos. O estudo mostra ainda que as principais vítimas fatais de balas perdidas eram homens - 27 dos 35 mortos, sendo que sete eram crianças e adolescentes.
Para a pesquisadora Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes, os dados são resultado do uso indiscriminado de armas de guerra por policiais e criminosos.
"As favelas do Rio estão sendo abastecidas, diariamente, por armas e munições há muito tempo e em quantidades que a polícia muitas vezes chama de paiol. Esse uso generalizado de armas de guerra é uma coisa específica do Rio de Janeiro. Não ocorre em outros Estados, como São Paulo e Pernambuco, onde a taxa de homicídios é muito alta", afirmou.
Em 324 casos, não é conhecido o contexto em que se originou a bala perdida. Mas nos casos em que se sabe o que ocorria no momento em que a pessoa foi atingida, foram registradas mais vítimas durante ações policiais (39) do que em ações exclusivamente de criminosos (38). Há ainda 57 casos cujo contexto é classificado como "outros" pela pesquisa.
Agência Brasil
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