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 Diretor da Shell é assassinado no Rio
30 de novembro de 2003 15h25 atualizado em 01 de dezembro de 2003 às 08h45

O norte-americano Todd Staheli, diretor de Gás e Energia da Shell, de 39 anos, foi assassinado em sua casa, uma mansão de dois andares em um condomínio da Barra Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de ontem. A mulher dele foi espancada e está internada em estado grave. As circunstâncias do crime ainda não foram totalmente esclarecidas.

A Secretaria de Segurança do Rio informou que o executivo sofreu perfurações no corpo, principalmente na cabeça, que não teriam sido causadas por tiro nem por faca. A polícia ainda investiga que tipo de objeto pode ter atingido Staheli. O homem foi encontrado ainda com vida pela filha de 13 anos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Sua mulher, Michele Staheli, 34, está internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, zona sul, onde passou por uma cirurgia para estancamento de hemorragia no cérebro. Com traumatismo crânio-encefálico, Michele foi internada às 13h18 de ontem, após receber os primeiros-socorros no Hospital Municipal Miguel Couto. O estado de saúde de Michele, segundo o chefe da emergência do Copa D'Or, João Hering, é grave.

De acordo com boletim médico divulgado pela assessoria de imprensa do hospital, ela tem vários focos de sangramento na cabeça, traumas na face e, principalmente, na região dos olhos e do nariz, que teriam sido causados por golpes com objeto contundente (extremamente agressivo).

O casal foi encontrado pela filha mais velha, que ligou para amigos, os quais chamaram a polícia. Staheli e Michele têm mais três filhos de 3, 5, e 8 anos. Eles estão no Brasil há cerca de três meses e meio. Quando o crime aconteceu, todos os filhos estavam em casa, mas ninguém ouviu nada.

Como era hábito da família, que mudou-se para o Brasil há três meses e meio, os empregados eram liberados na sexta-feira à noite e só voltavam ao trabalho na segunda-feira.

Investigações
O delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Marcos Henriques de Oliveira Alves, é responsável pelas investigações do crime. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli estiveram no local e descartaram que o executivo tenha sido morto por golpes de faca ou tiros, de acordo com o Fantástico.

Apesar de haver circuito interno de TV no condomínio, o equipamento não faz gravação de imagens, o que pode dificultar as investigações. O motorista da família prestou depoimento hoje à tarde.

De acordo com a assessoria de imprensa da Shell Brasil, a casa aparentemente não tem sinais de arrombamento e não houve roubo de bens.

Redação Terra