Presidente da Viradouro estaria na mira de bicheiros

14 de janeiro de 2008 • 06h23 • atualizado às 06h23

O presidente da Escola de Samba Unidos da Viradouro, Marco Lira, 43 anos, pode ter sido vítima de um atentado. A polícia não descarta a hipótese de que ele estivesse na lista negra do jogo do bicho. Lira foi baleado com dois tiros - um no abdome e outro na perna esquerda - quando chegava na quadra da agremiação, no Barreto, em Niterói, na tarde de sexta-feira. Ao dar entrada no Hospital das Clínicas de Niterói (HCN), a vítima afirmou ter reagido a um assalto, mas não detalhou as circunstâncias do crime.

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Fontes afirmam que dois contraventores da máfia dos caça-níqueis e responsáveis pela entrada de Lira na Viradouro, em 2006, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, estariam descontentes com a sua atuação nos negócios da cúpula do bicho. A polícia não descarta a hipótese.

"Só teremos mais detalhes quando a vítima prestar depoimento", disse o delegado substituto da 76ª Delegacia de Polícia (DP) e responsável pela investigação, Paulo Roberto da Silva.

Parentes e amigos de Marco Lira preferem continuar sem comentar o assunto. O veículo que a vítima dirigia e o local exato do crime ainda não foram divulgados. Dois carros da Polícia Militar estão de plantão em frente ao Hospital das Clínicas de Niterói, onde Lira permanece internado.

O presidente da Viradouro não tem previsão de alta do CTI, mas a assessoria de imprensa do hospital informou que ele se recupera bem. Apenas quatro pessoas da família podem visitá-lo.

Os ensaio do fim de semana - sábado, na quadra, e ontem, na Marquês de Sapucaí, no Rio - foram realizados, conforme orientação do próprio presidente, do hospital.

JB Online
 
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