Fiscalização volta a reprimir camelôs no Rio

27 de novembro de 2003 • 09h15 • atualizado às 13h54
Carro da prefeitura foi queimado por ambulantes Foto: JB Online
Carro da prefeitura foi queimado por ambulantes
26 de novembro de 2003
Foto: JB Online

Uma equipe do Departamento de Fiscalização e Controle Urbano (DFCU) da Prefeitura fará hoje plantão na Rua Sete de Setembro, onde, ontem, uma picape da fiscalização foi incendiada por camelôs. Cento e trinta guardas municipais estão ocupando agora pela manhã, diversas ruas do Centro do Rio para evitar o comércio irregular. Desse total, 35 vão ficar ao longo da Avenida Rio Branco.

O objetivo é evitar que vendedores ambulantes montem suas barracas na rua, um dos principais pontos do comércio irregular e onde são freqüentes os confrontos entre guardas municipais e vendedores ambulantes.

O diretor do Departamento de Controle Urbano da Prefeitura, Lúcio Costa, foi ao local para dar as últimas instruções à equipe de fiscais que ficará de prontidão na área.

A nova estratégia de combate aos camelôs irá aos poucos ser estendida às ruas mais críticas da região. Hoje, 18 fiscais vão ocupar a Sete de Setembro, das 8h às 20h. O objetivo é ocupar diariamente a rua Sete de Setembro e, a partir daí, fazer um bolsão de ocupação. "A intenção é reordenar todo o centro da cidade. A rua Sete de Setembro é um emblema no centro, por isso a sua escolha. Vamos ocupá-la e, depois, o restante", disse.

Ontem, o confronto entre a guardas municipais e policiais militares contra camelôs, na Avenida Rio Branco, no Centro, deixou uma caminhonete da Prefeitura incendiada, três feridos e 39 detidos. A população local ficou aterrorizada e o comércio fechou as portas por algumas horas. Pelo menos duas lojas foram apedrejadas.

À noite, houve confusão em uma delegacia onde estavam familiares de camelôs detidos. Policiais teriam identificado, entre eles, um homem que teria participado dos conflitos, à tarde. Ele foi detido depois de um tumulto entre policiais e familiares. Um PM também foi detido por abuso de autoridade.

Em relação ao tumulto, Lúcio Costa isenta os ambulantes de culpa. "Sei que os ambulantes não estão metidos nisso. Porque quem vem vender suas mercadorias, não sai de casa armado de morteiros com pregos para atacar guardas municipais e a polícia".

O prefeito do Rio, César Maia, elogiou hoje a decisão do governo do Estado de enviar efetivos da Polícia Militar para apoiar a nova estratégia municipal de combate ao comércio irregular no centro da cidade.

"A governadora Rosinha Matheus e o secretário Anthony Garotinho usaram o bom censo. Eu aplaudo esta decisão. Como todos os dias, acordei hoje às 4h30 da manhã com a notícia de que a PM estava apoiando a operação".

César Maia admitiu que a Guarda Municipal não tem condições de manter a ordem pública em casos de conflitos armados com os ambulantes.

JB Online
 
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